sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Cabine Ocupada #408 - Sobre Voltar a Escrever

Olá Pessoas, mais um dia e mais um Cabine Ocupada para vocês!


Hoje eu quero falar de uma vontade que voltou recentemente, escrever. Eu comecei a escrever quando era mais moleque, durante as aulas, em casa, quando vinha uma ideia eu sempre tinha um caderninho que eu continuava uma saga interminável, usando eu e meus amigos em inúmeras aventuras loucas e cheias de magias e coisas absurdas, muitas delas baseadas nas coisas que via na televisão na época. Dragon Ball Z, Yu Yu Hakusho, Bucky e outros animes mais ou menos conhecidos e desenhos animados que passavam me inspiraram bastante.



Alguns dos amigos leram as aventuras que escrevi, e me incentivavam a continuar. Houveram elogios, piadas, coisas que guardo até hoje nas lembranças.

Lembro que na época os caderninhos se tornaram um monstro, um caderno enorme encadernado a mão por mim com uma espiral cortada de um caderno universitário velho que tinha em casa. Encaixei centenas de folhas dos caderninhos acumulados e montei meu primeiro Tankobon, hahahahaha!

O tempo passou e outras influências entraram em minha vida, outras coisas foram chegando e outras saindo, uma delas foi a inspiração para continuar as maluquices dos caderninhos, que em algum momento sumiram, anos depois descobri que ele estava com um dos amigos de escola, e está guardado até hoje.

Eu havia parado de escrever e continuei minha vida. E num momento que eu estava muito mal, pressionado pelo trabalho que fazia na época, comecei a anotar alguns pensamentos, na hora da raiva mesmo. e isso me fez tãããão bem. E por um bom tempo me mantive escrevendo poesias, poemas, pensamentos que guardei na gaveta. Aquilo representava meus momentos ruins, meus exorcismos.

O tempo passou mais uma vez e os poemas ficaram para trás. Vez ou outra eu pego eles e releio uma coisa ou outra. Me envergonho pela qualidade de outros escritos da mesma época. Mas os guardo ainda assim.

Jovens Pessoas, eu mergulhei de cabeça em RPG de mesa, criar mundos e histórias e sistemas, escrever e ficar debruçado horas a fio para decidir qual melhor atributo colocar numa ficha ou qual pericia deixar disponível, criar magias e habilidades que renderam muitas risadas e caras estupefatas (geralmente minhas) ao ver os furos enormes e os absurdos que os jogadores faziam. Dessa época foram tantos sistemas, tanto papel, tanta ficha e backgrounds enormes, que eu teria de ter um quarto grande para guardar tudo a contento. Sem contar meu próprio jeito, que me fez perder inúmeras fichas e sistemas, vários mundos perdidos por aí em folhas arrancadas de cadernos velhos, folhas sulfites, almaços e outros.

Interessante notar que não havia internet na época, pelo menos não da maneira que temos e interagimos com ela hoje. Era tudo virtualmente mais distante e as pessoas engatinhavam em se comunicar com seus celulares Nokia ou no meu caso, eu tive um Sony Ericsson Walkman (ou o W580i, para os mais técnicos). Tudo era no papel e boa vontade, o que posso dizer com gosto que todos os jogadores que mestrei durante anos, tinham muita vontade de jogar. E eu agradeço a todos por terem essa força inexorável em vocês, até hoje.

E finalmente chegamos a 2019  e o dia de hoje neste Cabine Ocupada Escrito. Mas espera... teve o blog, este daqui... o Catadores de Relíquias.



No começo dos Catadores eu escrevia bastante, todo dia tentava colocar alguma recomendação, alguma indicação legal que pesquisava na internet e que tinha vontade de contar. Daí descobri os podcasts e o bichinho podcastal me mordeu e saiu o primeiro Podcast, foram uns três anos fazendo isso e depois os vídeos, as coberturas de eventos no Youtube... e no fim, no blog também eu havia parado de escrever.

Eu li bastante, escrevi bastante, em ondas de inspiração e total vazio. Vivi e convivi com várias histórias, risadas, tristezas. A cada linha escrita e apagada, cada assunto que se remoeu na minha cuca e algumas que abandonei por vergonha de escrever, porque me achei inculto no assunto e fiquei pensando no julgamento das pessoas... e tudo isso passou para agora sim, chegarmos ao dia de hoje.

Em que eu faço este textão gigante num tempo que as pessoas leem pouco, ou leem o necessário para dar suas opiniões. Que geralmente não chegarão até este paragrafo. Eu gosto de histórias. No geral. De tudo a minha volta, porque tudo tem uma história, inicio, meio e fim. Mesmo que não se veja ou não se sinta. Acho que tudo isso foi "uma carta de amor às histórias que me aconteceram quando pus minha caneta em ação".

Mesmo que não se use taaanto assim hoje em dia, eu vou continuar escrevendo. Sem prometer nada, sem criar expectativas, escrever porque gosto, pra quem gostar  e pra quem quiser compartilhar.


Acho que é isso, desculpem o textão gigante, sejam bonzinhos, bebam água, façam exercícios quando possível e escrevam, seja um bilhete  com bom dia ou uma tese complexa. Deixem suas marcas na história... E Bye!

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AVISO: o BLOG Catadores de Relíquias vai ficar parado, sem publicar postagens do dia 01 de março até o dia 31 do mesmo mês. As publicações no Facebook, Twitter e Youtube continuam normalmente. Fazemos isso para reformular o blog e deixar tudo finalmente a contento deste que vos escreve.

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