sábado, 29 de fevereiro de 2020

Quase Semi Profissional #19 - Momodora: Reviere Under the Moonlight


Momodora: Reviere Under the Moonlight é o quarto jogo da série Momodora, e um excelente Metroidvania com gráficos bonitos, música bem legal e uma história simples, além da jogabilidade bem afinada com a proposta do game. Bem, eu quero falar aqui sobre tudo isso e talvez sobre nada disso, daquele jeitinho quase semi profissional.
Links interessantes:
Momodora 1 - https://rdein.itch.io/momodora-i
Momodora 2 - https://rdein.itch.io/momodora-ii
Momodora 3 - https://store.steampowered.com/app/302790/Momodora_III/
Momodora RUM: https://store.steampowered.com/app/428550/Momodora_Reverie_Under_The_Moonlight/
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

O Tosco Honesto de Velocipastor

(TEM SPOILERS! OU PELO MENOS A INTENÇÃO ERA ESSA... APROVEITE PARA VER O FILME ANTES DE CONTINUAR, QUE TAL?)


Velocipastor é um "média metragem", com suas 1:15h de duração, e bem... é algo complicado de se explicar sem parecer bobo, e acredite que o é. Então vamos pegar a sinopse do filme para nos ajudar nesse árduo trabalho de entender esse obscuro-mas-agora-meme-filme:

Após a perda de ambos os pais, um padre viaja para China, onde herda um misterioso amuleto que o permite se transformar em um dinossauro. Inicialmente aterrorizado pelo seu novo poder, ele conhece uma garota de programa que o convence a usar este dom para enfrentar o crime. E ninjas.

E ninjas, são o minimo aceitável e normal nessa sinopse, acreditem.

Velocipastor é uma produção de 2018, e tem uma honestidade crua, uma sinceridade em se assumir como tosco que é tocante, e não só uma série de tentativas sucessivas de piadas ruins uma atrás da outra, como N filmes tentam desde Todo Mundo Em Pânico. A produção assume suas limitações desde a primeira cena que é a morte dos pais do padre Doug (interpretado por Greg Cohan) e ao invés de inúmeros efeitos especiais, só um letreiro aparece na tela, descrevendo o efeito de fogo e explosão.

Após a "trágica" morte dos pais do padre Doug, ele vai numa viagem até a China (que nada mais é que um matagal), onde uma garota chinesa está sendo perseguida e é acertada no peito com uma flechada e que agonizando entrega uma misteriosa pedra a Doug, pedra essa que corta a mão de Doug e fatalmente o transforma num dinossauro durante a noite, ou quando ele está estressado, ou quando a história pedir que aconteça. Mas não muito... porque é complicado. E é de borracha, muita borracha envolvida, sim...


E não só nos efeitos ou defeitos especiais, nas próteses ou nos figurinos, mas tudo desde o roteiro, quanto a fotografia e a direção se propõem a brincar com os gêneros de filmes antigos e como contar essa história absurda da maneira mais estilizada e barata possível. E são bem sucedidos nisso.

O que é bom (?) e nos dá várias cenas, com closes dramáticos e iluminação colorida e exagerada, montagens que escalam para um verdadeiro clipe dos anos 80, tocando uma música inteira no processo. As músicas são interessantes, mas também não são obras primas, servindo a seu proposito no filme. E só. (!)

Mas avaliar tecnicamente esse filme é algo enfadonho, porque tudo converge ao tosco, tudo leva a produção barata, mas charmosa, que não te deixa bravo por ter sido enganado ao começar a ver Velocipastor. Eu pelo menos, não fico bravo quando a transformação do padre Doug se resume a duas luvas de borracha em forma de garras de dinossauro, ou das cenas nada coreografadas de lutas, com artes marciais jamais vistas no cinema, com direito a tropeções de ninjas e disso a ladeira abaixo. Ou quando uma conversa entre dois personagens é subitamente mostrada em closes, iluminados de maneira colorida e desnecessária, compondo um quadro estranho.


(Mas confesso que sou suspeito quanto a isso)

Eu prefiro pensar em Velocipastor como algo que funciona em seu próprio mundo, com suas regras e tosquice honesta, jogada na sua cara como espectador e te convidando para acompanhar aquilo tudo, naquela aventura quase infantil, com ninjas e dinossauros, padres ex-combatentes do Vietnam e cafetões extremamente afetados.

Tudo isso funciona dentro da sopa de letrinhas, que para aqueles que tem o paladar apurado, é algo meio sem sal sim,  mas que é bacana como distração dos grandes banquetes visuais e sair dos planos e produções complexas Hollywoodianas. Ele é algo feito para quem curte o trash, quem quer desligar o cérebro por 75 minutos, é algo para apreciar o tosco honesto. Amém!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Quase Semi Profissional # 18 - Sobre Jumpstart!

Uma coleção voltado para um jogo mais rápido e prático de se acessar, Jumpstart tem uma premissa interessante, podendo atrair jogadores novatos para o hobby e jogadores mais velhos que podem gostar de competir num formato selado, usando as cartas da coleção. Hoje quero começar a falar sobre isso. Então chega mais e  para jogar com Thrulls e Saprófitas!


Aqui trouxe o texto traduzido do artigo da Wizards, é uma tradução livre do texto:

"Jumpstart é uma nova maneira de jogar Magic, que reúne temas de toda a história do jogo e permite pular a parte da construção de deck (o deckbuilding). Se você mal pode esperar para que os piratas entrem na batalha contra os unicórnios, junte dois boosters e siga em frente. Se você absolutamente precisa misturar os maiores males do multiverso, gatos e Phyrexianos estão esperando por você.

O Jumpstart pega as melhores partes do Limitado e Construído e os funde em uma experiência de jogo dinâmica e inovadora.

Na sua fundação, o Jumpstart é simples. Pegue dois boosters, embaralhe-os juntos e você está pronto para jogar. Mas um olhar mais atento revela uma experiência de jogo complexa, diferente de tudo no Magic.

Os temas de cada booster variam do familiar ("Garruk") ao curioso ("Doutor"), e dois temas às vezes se reúnem para formar uma improvável confusão ("Doutor Garruk"). Se você sempre quis fazer um baralho de  Gatos Piratas... bem, essa é a hora. Existem até pacotes especiais "Mythic Rare" que não apresentam variações - apenas a lista de uma única carta - porque existe apenas um verdadeiro baralho de Unicórnios. (confesso que fiquei confuso, vão existir boosters, exclusivos fora os da box normal? Unicórnios por causa das cartas de My Little Poney? Foi uma piada mal traduzida? Não saberemos até mais informações chegarem)

Funciona assim: Cada booster de Jumpstart inclui 20 cartas. Todas as 20 cartas se encaixam em um tema, e a maioria dos temas tem várias variações - o suficiente para tornar possíveis 121 listas de 20 cartas dentro de um determinado pacote.

Cada booster contém 20 cartas centradas em um tema. O tema que cada booster contém é aleatório, mas cada 20 cartas temáticas serão seladas dentro do baralho.

Um em cada três boosters inclui uma carta extra rara.

Está repleto de reimpressões - quase 500!

Cada pacote inclui um terreno básico com arte que corresponde ao tema do pacote. Alguns deles usam terrenos vindos de M21, mas a maioria deles usa terrenos novinhos em folha criados para o Jumpstart.

O Jumpstart introduz 37 novas cartas no jogo. Não serão cards legais no  Standard, Pioneer ou Modern. Eles são legais em Legacy, Vintage e Commander.

Apesar de estar proximamente ligado ao Core Set 2021 - eles compartilham muito conteúdo e são lançados próximos um do outro -, mas o Jumpstart é um produto independente.

Todas as cartas são válidas em formatos Eternos (Legado, Vintage e Comandante)

E como os Pré-lançamentos são divertidos, realizaremos um Pré-lançamento para o Jumpstart de 20 a 21 de junho! Verifique com as lojas locais se você pode se inscrever em um evento de Jumpstart.

O Jumpstart será lançado oficialmente em 3 de julho.

Também planejamos trazer essa divertida experiência de jogo para o MTG Arena ainda este ano! Os cards de Jumpstart no MTG Arena serão legais no Histórico.

Pré-lançamentos de Jumpstart serão executados o dia todo. Cada jogador receberá dois boosters do Jumpstart para criar um baralho e então eles apenas jogarão. Jogue partidas suficientes e receba uma carta promo. E se você quiser voltar? Ei, vá em frente. Você pode até ganhar outra promo.

Tire a poeira de seu playmat e venha participar de Jumpstart, a partir de 3 de julho."



 O Artigo :https://magic.wizards.com/en/articles/archive/news/introducing-jumpstart-new-way-play-magic-2020-02-20

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Dragon Quest: Your Story e a Sua História

(TEM SPOILERS! CASO QUEIRA LER ESSE TEXTO DEPOIS DE ASSISTIR, FIQUE A VONTADE, MAS NÃO DEIXE DE SALVAR SEMPRE QUE POSSÍVEL) 

(ESSE TEXTO TEM UMA OPINIÃO PESSOAL SOBRE A OBRA, CHEGA MAIS SE TIVER DÚVIDAS, RECLAMAÇÕES OU OFENSAS SOBRE O ROLÊ)

Eu nunca joguei algum Dragon Quest na minha vida.

Minha vida gamer, por assim dizer, viveu cheia de Final Fantasy e outros RPGs menores que jogava numa locadora que ficava perto de casa. Final Fantasy 7 por exemplo, eu acabei numa locadora, depois de várias dezenas de horas e muitos Memory Cards que seguraram o tranco por muito tempo.
Só descobri que Fly, que passava nas saudosas manhãs de sábado no SBT, tinha algo a ver com Dragon Quest muitos anos depois e isso não mudou minha vida de maneira alguma. E hoje assisti Dragon Quest: Your Story pela Netflix...Que só descobri depois de uma pesquisa rápida no Google, que o longa adapta Dragon Quest V, de 1992. Nada ainda. Mas antes de sair bufando por não ter sentimentos pela franquia, continua comigo mais um pouquinho, me deixa falar sobre Your Story.


Esse longa conta a história de Luca, que luta contra as malignas intenções do Bispo Ladja, enquanto cresce, evolui, herda vontades e cria grandes aliados num mundo medieval fantástico, tudo característico da série Dragon Quest. Uma aventura que você como espectador acompanha desde Luca menino até adulto. Ele se casa, tem um filho... Mas tudo isso poderia ser só mais uma aventura genérica que os mais apressadinhos podem desistir de acompanhar, procurando histórias mais inovadoras ou diferentonas na plataforma de streaming.

 Todo o visual do longa é bem bonito, acompanhando a evolução gráfica da própria série de jogos, e as músicas fazem menções a coisas dos jogos, a música de triunfo ou uma melodia mais triste podem ser coisas que fãs mais ardorosos consigam identificar. Eu conheço uma ou outra coisinha advinda de trailers de eventos como a E3 ou coisas da internet. A história é bacana e acompanhar Luca durante os anos que ele passa se aventurando por aí é bem interessante, pelo menos pra mim que não tem relação alguma com locais, referências, monstros ou conceitos daquele universo, mas que tenho curiosidade de explorar as coisas junto do personagem principal da animação.

 Já me deixe também falar sobre a dublagem que ficou boa, e me deixou dentro de tudo que acontecia sem destoar os maneirismos, ou modo de falar dos personagens em sua língua natal. Termos e nomes para mim não soaram ruins e eu gostei das coisas que aprendi ouvindo tudo no bom e velho pt-br.


Mas nada disso me chamou a atenção depois que acabei de assistir. Estou aqui escrevendo este texto imediatamente depois de ver Dragon Quest: Your Story. Ele tem um fator que me surpreendeu, lá em seus 45 do segundo tempo, quando o vilão finalmente é derrotado e tudo se colocava a caminho do final feliz da saga de Luca. Por isso, avisei lá em cima sobre Spoilers. É realmente algo inesperado...

[DESCRIÇÃO] A grande ameaça que permeava o mundo foi selada pela espada Zaneciana, lançada pelo filho de Luca, esse sim o herói da luz que profecias antigas esperavam,e enquanto o menino caia de volta para os braços de Luca, tudo a volta do personagem para subitamente, pessoas, vento, tempo, tudo para e um enorme pilar cinza desce, com ele um ser (que na primeira impressão poderia ser o mal que todos sempre falavam, e o visual corrobora pra isso), mas ao invés de palavras ameaçadoras ou de gratidão maldosa, o ser começa a dar comandos que, pessoalmente eu não havia entendido inicialmente, porque são sem contexto com o que você havia visto até aquele momento, mas segundos depois, assim como o personagem, atordoado com aquilo e vendo tudo se desfazer de maneira cinza, deixando somente Luca e o misterioso ser numa realidade branca e vazia. Somos finalmente confrontados com o que aquilo é: um vírus.


Nosso aventureiro Luca, não é nada mais que um jovem que estava jogando Dragon Quest, num aparato tecnológico de realidade virtual, bem interessante visualmente diga-se de passagem, aí então temos um flashback, mostrando o jogador iniciando sua aventura, enquanto o vírus dentro do jogo se justifica, ridicularizando a aventura e toda história que (como agora sabemos, jogador) viveu até aquele momento. Com uma mensagem direta ao jogador: Vê se cresce, babaca! Luca é a última resistência, a última coisa que sustenta aquela realidade.

E foi aí que me surpreendi.

Ver as cenas do jogador na frente da tv no mundo real, jogando os jogos num Super Famicon, depois mais velho segurando um controle claramente de Playstation, enquanto confronta no jogo, com todas as suas forças o vírus, dizendo sobre o valor que aquelas histórias têm para ele, que mesmo sendo dados, mesmo sendo informações contidas num cartucho/cd/dvd/bu-ray ou que quiser, aquilo, para ele foi/é real, foram/são horas reais e as aventuras, aliados e perdas foram/são sentidas.

Aquilo me acertou no estômago, me fazendo lembrar dos dias que ia para a ENAJE Games (saudade), e jogava Final Fantasy 7, em que acompanhei Cloud e Cia tentando salvar o mundo, e como quilo foi mágico e real pra mim... Todo aquele sentimento foi evocado nesse momento e, sem pieguice, eu me coloquei do lado de Luca, ali. Ao receber a última benesse e finalmente expurgar o vírus, restaurando o jogo e tendo seu merecido e consciente final feliz.

O grande trunfo de Dragon Quest, é a sua história com os Jogos, jogos com J maiúsculo. A SUA (você mesmo, lendo agora) ligação com mundos tão distintos, personagens únicos e eventos fantásticos, horas e horas junto daqueles seres que se tornam parte de sua realidade, tanto quanto você é para os personagens por meio de suas ações. Se você tem os jogos da série como referência, você tem um monte de coisas que vão aparecer e te fazer rir, chorar ou sentir saudade.


Se você, assim como eu não tocaram jogos da franquia, esse momento metalinguístico recompensa. E mesmo quem não tem relação alguma pode se divertir com a história, que na minha visão é simples (talvez um pouquinho corrida demais para um longa) e traduz bem o que é uma história de RPG clássico como Dragon Quest é.

Dragon Quest: Your Story, é uma animação competente, com uma história simples mas que não deixa de ser divertida e que sabe pra quem está sendo contada. E que independente de franquias, marcas, consoles ou preferências pessoais, também de forma lúdica é minha, sua e a história de todos que já jogaram RPGS, ou mesmo Jogos, com J maiúsculo.

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domingo, 16 de fevereiro de 2020

Quem venceu o Crunchyroll Anime Awards ?


Ontem (15/02) à noite, numa transmissão direta do canal da Crunchyroll no Youtube, aconteceu  o Crunchyroll Anime Awards, e vamos trazer aqui, sem mais delongas a lista dos vencedores das dezessete categorias da premiação. Deixe sua opinião sobre os indicados e sobre os vencedores. Se você gostou e achou justo ou acha que tem algum anime que não mereceu estar nem nas indicações. Deixe nos comentários aqui em baixo. Bora conferir!

Melhor Abertura: 99.9, de Mob Psycho 100 II

Melhor Encerramento: Chikatto Chika Chikaa S2, de Kaguya-sama: Love Is War

Melhor Dublagem em Japonês: Yuichi Nakamura, como Bruno Bucciarati de Jojo's Bizarrre Adventure: Golden Wind

Melhor Design de Personagem: Hiroyuki Asada (Satoshi Iwataki, de Dororo)



Melhor Diretor: Tetsuro Araki e Masashi Koizuka, com Attack on Titan

Melhor Trilha Sonora: Mocky, de Carole and Tuesday

Melhor Cena de Luta: Tanjiro e Nezuko vs Rui, de Kimetsu no Yaiba

Melhor Anime de Comédia: Kaguya-sama: Love is War



Melhor Anime de Drama: Vinland Saga

Melhor Anime de Fantasia: The Promised Neverland

Melhor Casal: Kaguya e Miyuki, de Kaguya-sama: Love is War



Melhor Garoto: Tanjiro Kamado de Kimetsu no Yaiba



Melhor Garota: Raphtalia, de Tate no Yuusha no Nariagari



Melhor Antagonista: Isabella, de The Promised Neverland



Melhor Protagonista: Senku, de Doctor Stone



Melhor Animação: Mob Psycho 100 II

Anime do Ano: Kimetsu no Yaiba

 

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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Quase Semi Profissional - Unboxing Pokémon Espada e Escudo

Mais um unboxing aqui no Quase Semi Profissional, hoje do pack de pré release de Espada e Escudo, set de Pokémon TCG que chegou recentemente nas lojas. Fizemos este unboxing na Monster Games, no dia do pré release, dia 07 de fevereiro se não me engano. Esperamos que gostem do resultado, já avisando que tem alguns sons externos e que tentamos aqui mexer os pauzinhos para manter a qualidade da gravação num nível aceitável. No mais, chega aí pra conferir estes pokémons de boosters! (porque eles são monstros de bolso e boosters hahaha... desculpem pela piada ruim!) Monster Games - https://www.facebook.com/Monstergamessalto/ Email - emailcatadoresdereliquias@gmail.com Facebook - https://www.facebook.com/CatadoresDeReliquias/ Instagram - https://www.instagram.com/cdr_podcast/


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Amarre Seus Sapatos... (ou dois centavos sobre Jojo Rabbit)

(TEM SPOILERS, se quiser continuar, será por sua própria conta e risco, no mais: seja bem vindo!)


Jojo Rabbit é um filme de 2019 (outubro ou novembro do ano passado), que conta um trecho da vida de Johannes Betzler, um garoto de 10 anos, vivendo sua vida na Alemanha no final da segunda guerra mundial. Ele tem pouquissimos amigos (dois por contagem oficial e em ordem crescente: Yorki, um garoto com a mesma idade de Jojo e Adolf Hitler (interpretado pelo diretor do filme Taika Waititi), e que no momento que o conhecemos, está iniciando sua jornada pela Juventude Hitlerista.

Desde o inicio do filme Jojo tende a reafirmar sua posição no mundo que vive, suas ideias e ideais segundo sua visão de criança no meio daquilo tudo, seja a frente do espelho, ou seja pelo Hitler imaginário, que o aconselha, o anima e o relembra sobre o dever com o país. O filme não se contém ao mostrar a figura de Hitler como algo desvairado e totalmente desconectado com a realidade a volta dele mesmo e do próprio Jojo, cheio de trejeitos carregados e conselhos cada vez mais estapafúrdios, ou mesmo sendo colérico quando a duvida cresce dentro do garoto; que vai aos poucos, com a sequencia de acontecimentos, reconsiderando e se perguntando qual o real valor da ideologia nazista e das crenças a sua volta.

Uma galeria de personagens com as mais variadas maneiras de ver a situação do regime, é exposta a Jojo e a nós, desde os fanáticos, aos desesperançosos, os paranoicos aos fidelíssimos, mostrando de certa maneira o quão ignorante e cego é o texto e contexto nazista, isso em meio a boas piadas e sacadas que ilustram justamente isso, a desconexão com a realidade e a necessidade daquelas pessoas em confiar em toda aquela fantasia de superioridade e força naquele momento.


Um detalhe, que talvez não seja um detalhe, já que é explorado várias vezes durante o filme, é que Jojo não sabe amarrar seus sapatos, mais de uma vez esse elemento aparece, a mãe de Jojo (interpretada por Scarlett Johansson) sempre om um sorriso no rosto, amarra os sapatos dele fazendo algum comentário pertinente. Essa personagem vê o filho imerso na ideologia, e a sua maneira tenta sempre trazer um pouco de clareza e da sua visão de mundo sobre o conflito, sobre as dores e sobre como a luta não tem glória e como a vida deveria ser celebrada, não literalmente levada a ferro e fogo.

Toda a trama se desenvolve com esse menino que tenta se apegar às suas crenças, a falta da figura paterna (materializada no amigo imaginário) e a descoberta de uma jovem judia chamada Elsa (interpretada por Thomasin McKenzie) , que traz um peso na medida certa e mostra que os monstros que somos ensinados a temer, talvez não sejam os verdadeiros monstros. Há uma descoberta sobre amor, há a dor da perda e todo processo de um garoto entendendo e crescendo com o final da guerra e colocando coisas que realmente importam como prioridade.

Os sapatos desamarrados que permeiam todo o filme são em sua maioria de Jojo, e isso é uma interpretação minha a esse simbolo, que está envolto por toda fumaça criada pela crença de um garoto de 10 anos pela pátria e todo blá blá blá que o acompanha, a sua mãe sempre vem e amarra os sapatos dele, tentando pôr sua perspectiva sobre tudo tentando ligar as coisas dentro do garoto, lhe dando duvidas para que se questione e que sua visão mude.


Durante as descobertas sobre Elsa, seu envolvimento com ela e depois da morte da mãe (enforcada por traição), a invasão da cidade pelas tropas aliadas... Tudo isso deixa uma marca profunda e ele finalmente se liberta do pensamento e começa a ver os verdadeiros tons das pessoas a sua volta, desde seu amigo Yorki, que é alguém que se conforma segundo a situação vigente e vai levando sua vida, os adultos a volta dele, Elsa e ele mesmo. E aí, depois dele se olhar no espelho novamente e sabermos que se passaram seis meses desde o inicio do filme da mãos dadas a Elsa na porta de sua casa ele vem e amarra os sapatos da jovem e toma a frente abrindo a porta e mostrando a ela um novo mundo.

Amarrar os sapatos é um sinal fisico da liberdade de Jojo, que ele está desvencilhado da doutrina que o envolvia e que agora tem sua própria visão de mundo e que ele pode naquele momento conduzir Elsa para o exterior de sua casa, se machucar, compreender seus erros e finalmente poder celebrar a vida dançando no fim.

Quantas vezes nós mesmos não deixamos nossos sapatos desamarrados, correndo pela vida e tropeçando em nossas crenças sem nos reavaliarmos, dentro de nossas caixinhas egoístas, sejam sobre nossos gostos ou sobre nosso entorno e por nos deixarmos moldar por esse entorno tóxico e não sermos mais combativos contra coisas que cremos. Jojo Rabbit é um bom filme, que me levou a escrever esse texto depois de muito tempo sem escrever e depois de pensar e repensar sobre meus próprios cadarços. É uma mensagem bem humorada, sem desrespeitar o momento histórico que o filme retrata, mostrando que pode ser bom rever nossos conceitos, no micro e no macro da vida.

Tente amarrar seus sapatos... e viva com isso.

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Um Encontro Geek e Um Evento Ituano

A mais ou menos uma semana, na data de publicação desse vídeo, aconteceu um encontro muito bacana aqui em Itu, com algumas boas noticias e um clima bem legal. Chega mais para conferir o que rolou!



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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O Cinema Em 2020 - Fevereiro



Finalmente fevereiro chegou e com ele o carnaval, e com ele também (não necessariamente nesta ordem) mais um vídeo sobre o cinema em 2020! Chega mais conferir sobre aquele filme maroto!
Links Interessantes:
365 Filmes - https://www.facebook.com/365filmes/
Deh Barbosa - @bicho_de_estante
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CDR_Live 04 - Desencaixotando Zendikar (ou pelo menos tentando)

Hoje tem desencaixe do pacote de pré soltamento de Renascer de Zendikar, ou vamos tentar fazer algo do tipo, ao estilo Catadores de Relíquia...