quarta-feira, 25 de março de 2020

Dois Irmãos, Uma Aventura e O Que Nos Leva Pra Frente

(SPOILERS! ESTE TEXTO TEM SPOILERS E CASO QUEIRA SE ESQUIVAR COM SUCESSO, TRATE DE ASSISTIR O FILME, MUNIDO DE UMA BOA PORÇÃO DE PIPOCA, DEPOIS CHEGA MAIS!)


Dois Irmãos: Uma Aventura Fantástica acontece num mundo onde existia magia, e seres fantásticos habitavam e usavam a magia para ajudar quem necessitava. Até que a tecnologia chegou, facilitando as coisas ainda mais e substituindo a magia, que precisava de dedicação e um tanto de talento. E nesse mundo moderno cheio de carros, autoestradas, celulares e coisas que temos também cotidianamente que se desenrola a aventura do titulo, tendo como protagonistas Ian (com a voz de Tom Holland) e Barley (com a voz de Chris Pratt) que no aniversário de 16 anos de Ian ganha um cajado de seu pai já falecido, com uma mágica que poderia trazê-lo de volta por um dia. Após algumas confusões Ian consegue trazer, metade, de seu pai  e ele e o irmão correm contra o tempo a fim de trazer o pai de volta antes do tempo da magia terminar.


Engraçado pensar que pelo menos, isso por cima porque sou meio ruim em projeções, setenta por cento do filme é sobre a busca pela pedra que pode trazer o pai dos irmãos elfos de volta, e é bacana ver tudo isso, ver as magias e a lógica por trás delas, os caminhos e as escolhas de cada irmão e a visão de cada um sobre o que estão fazendo. Mas dentro disso, recheando aqueles mais ou menos quarenta por cento (setenta mais quarenta não dá 100, mas é nessa pegada) tem algo sobre relações: sejam deles com o pai e as pouquíssimas lembranças que tem dele, sobre a relação entre os irmãos e separado mas bem colocado aqui, a relação entre Ian e Barley.

Ok, você repetiu um dos itens.

É e não. 

Deixe me explicar: diferente da relação que estamos acompanhando DURANTE o longa, numa certa parte, sendo o que vira a história para o terceiro ato. Ian percebe que todos os planos que tinha para fazer em sua lista de coisas para fazer com seu pai e que ele riscava de maneira triste e melancólica tinham sido cumpridos. Cada item da lista perpassa a aventura dos dois até ali e além, Barley esteve com ele nos bons e maus momentos, sempre incentivando o irmão a ser alguém melhor. Barley aparece e até essa parte é alguém que tem uma paixão pela antiguidade do mundo, jogando jogos de interpretação de personagens e decorando o livro de regras, passando seu conhecimento "antigo" para Ian. O próprio Ian tem uma imagem enviesada do irmão, até aquele momento alguém sem rumo.

E essa última frase é o que liga as duas relações, a do presente que observamos e o passado dos dois.

A maneira com que o filme trata essas relações é bem legal de se ver, como o mundo abandonou a magia por comodidade e a facilidade da tecnologia e com isso deixa de ver suas próprias possibilidades. De como tem pessoas na vida da gente que sempre estão lá nos dando apoio, sempre nos incentivando e não percebemos. Mas tem uma coisa que percebi exatamente por observar essas coisa no filme. Ele é simples.


Não é feio, nem um pouquinho e muito menos deixa de ser inventivo e de surpreender com algumas coisas mundanas, como Guinnever, a van de Barley e seu voo rumo a Vahalla. Mas ele faz o básico que a Pixar sabe fazer. Acho que seria essa a ideia que eu quero passar aqui. É um filme bonito, tem seu toque Pixar que nos faz pensar, mas ele roda, roda, roda, pra dar uma solução lá no inicio. E apesar da crítica, é um filme que você pode ver equipado com seu balde de pipoca e deixar os pequenos sentados viajando neste mundo que está redescobrindo a magia, de ser quem se é.

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